Poesia às vezes é assim, te aparece como natureza morta, ou então não aparece nem morta.
Mas também às vezes basta sentar um pouco no sofá, apontar um lápis e sentir aquilo que no fundo não estava mais em sua forma aparente, pois bem, mas estava bem ali, em sua essência.
Não é que a formalidade te ataque como um todo e você pense não ser mais possível ser sublime, escrever poesia, coisa de amantes, boêmios, românticos. Mas simplesmente porque como uma máquina funcional de tempos em tempos desativamos algo de nossa criatividade subjetiva, ou até da objetiva. O botão para reacionar continua intacto, a não ser que você quebre. Ainda bem, o meu parece continuar funcionar. Talvez a poesia descontinuada toque em mim agora, com um breque... prosa e poesia se revezando fariam muito bem a saúde. Coisa de língua.
domingo, 17 de agosto de 2008
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Que luz é essa?

E assim pode estar o mundo: de ponta a cabeça ou da cabeça às pontas dos pés. Mas não importa muito isso, somos nós os invasores dessa vida e de muitas outras a qual nossa alminha toma posse ou que nosso corpinho toma alma.
E os que ainda vêm, que entendem disso tudo? Quase nada. Mas também é quase certo que eles vêm. E vêm no mesmo mundo de ponta a cabeça, da cabeça à ponta. No mesmo mundo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
De como a gente resiste mas acaba se conformando com a vida
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Anedota em forma de nota.
*
O outro ladO
dO
azul é O vermelhO
e O inversO
me parece ser verdade.
O outro ladO
dO
céu é a cObertura.
O térreO?
nem querO saber!
O outro ladO
dO
azul é O vermelhO
e O inversO
me parece ser verdade.
O outro ladO
dO
céu é a cObertura.
O térreO?
nem querO saber!
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Mas as pessoas da sala de jantar.
domingo, 9 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Entre as verdades da vida
Enquanto vivemos,
enquanto duramos aqui
com essa carapaça,
dormimos; comemos; acordamos;
escrevemos
e amar o que tudo é mundo
ninguém se deu conta.
enquanto duramos aqui
com essa carapaça,
dormimos; comemos; acordamos;
escrevemos
e amar o que tudo é mundo
ninguém se deu conta.
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